Mangabeira Unger, o ministro da Secretaria de Ações ao Longo Prazo (Sealopra ou Vai indo que eu já vou), informou na noite de ontem que não pretende mais fazer uma obra faraônica de transposição de águas do Amazonas para o semi-árido nordestino. “Tive uma idéia melhor”, disse Mangabeira, “vou transpor o semi-árido nordestino para a Amazônia”.
Mangabeira ainda destacou que, para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, “é preciso construir um vínculo entre vanguarda e retaguarda, o que pressupõe ultrapassar o fordismo do Sudeste”. Trocando em miúdos, na base do troca-troca entre a vanguarda do governo e a retaguarda do contribuinte, chegaremos ao meio termo que é o fordismo, onde todos serão fordidos e que se forda tudo, no fim das contas.
O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB - Partido de Merda, Desenvolvimento de Bosta) foi contra a corrente de pensamento de Mangabeira e deu uma sugestão para o problema. “Não adianta pensarmos em um transporte lunar, é preciso transpor à Lua para o Amazonas”, declarou o governador, que saiu as pressas do encontro de Mangabeira com entidades amazonenses para uma reunião à beira do rio Amazonas com Boitatá e Iara, funcionários do governo do estado.
Zoei Grandão. Transpondo para sua mãe desde quando ela ainda não era seca.
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