A equipe de reportagem do ZG foi convidada para cobrir, com exclusividade, o evento mais importante do primeiro semestre de 2008: o lançamento do livro “Um homem, um rabinHo”, de autoria do Rabino Henry Sobel.
Não poderíamos iniciar o relato do nosso repórter Repórter sem antes agradecer a Josef Safra e família pelo polpudo cheque de R$ 2,30 do Banco Bamerindus, gentilmente cedido a esta redação para que pudéssemos chegar até o nosso destino. Que Abrahão abençoe o Bilhete Único, shalom!
Apertem as gravatas, o Rabino sumiu!
Eu era o único gentio ali. Enquanto anotava números em braços alheios para aquela fé brasileira na Mega-Sena, visualizava estrelas de Davi entre os decotes. Afinal, você pode sair do gueto, mas o gueto estará sempre tatuado em você. Porém, ele, o Rabino, havia faltado. Todos lamentavam a falta de Sobel, afinal de contas lamentar é tão kosher quanto “juros baixos e a menor prestação”, segundo Samuel Klein. Como não freqüento a CIP (Corra Instantaneamente do Pogrom), não sabia dizer quem ali esteve em Ravensbrück, em Auschwitz ou na Terceira Cruzada. De famoso avistei o senhor Kasinski, aquele das motos. Não sei precisar se ele é um judeu pigmeu ou se o segurança dele é maior que uma unidade Panzer. Certo é que o mundo dá voltas e Hitler deve dançar cumbia em Buenos Aires de tanto ódio. “Um judeu com um Panzer, Fraülien Brown!”.
FHC, prefácio do livro de Sobel, também não foi. Lula em uma livraria? Não, daria muito na cara que se tratava de uma manobra para ganhar votos. Havia outros famosos, mas esse negócio de gueto não é comigo.
Uma grande fila ansiava pelo Muro das Lamentações. Na verdade nem um muro, mesmo sendo Sobel o Davi das gravatas. Tratava-se de um livro, onde cada judeu do recinto dedicava melhoras ao Rabino, assinando em seguida. De preferência, com a mesma assinatura utilizada naquela conta do Banco Safra.
O cerimonial do evento em nada ficou devendo àqueles organizados pelo Speer em tempos outrem. Logo na entrada, o visitante do lançamento do livro era recebido pela obra “Ascensão e queda do Terceiro Reich”. Acho que era para dar ênfase na tristeza do povo de Abrahão por conta da ausência de Sobel. Afinal qualquer palavra em alemão no salão e a parte de baixo das mesas seriam alugadas a preços módicos. Achtung!
Mas a pergunta que não queria calar era: onde estaria Sobel? Uns diziam que no Einstein. Outros, no Benjamin Abrahão. Alguns ainda diziam que ele foi visto pela última vez no dia 25 de março, na Rua 25 de março. Mas este repórter, fotógrafo, judeu amador e ex-soldado da SS conseguiu a foto definitiva do Paraíso do Rabino.
Zoei Grandão. Certa vez comemos uma mãe judia. Ela gemia “Hans, Hans, Hans” e gozava.
O nosso repórter foi ao evento a convite do Habib’s

Segundo testemunhas, o rabino decapitou os quatro jovens antes de tentar roubar as gravatas
Milhares de judeus vão cobrar dívidas e prestar solidariedade ao rabino.
Kasinski desfila com o seu Panzer entre os sobreviventes.
Judeu confere caderneta de dívidas.
Zoei Grandão assume telão da Livraria por alguns minutos.
This entry was posted on Wednesday, March 26th, 2008 at 6:05 pm and is filed under Exclusivo!. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.