por O Redator, direto da redação | 07/05/2008 - 2:40 am
em Cultura

Todas as terças-feiras, nos Jardins, os paulistanos têm a oportunidade única de reviver um momento histórico. Ao som do Klesmer, música judaica com origem no Leste Europeu, o Casa de Francisca leva você à experiências únicas em Bikernau e Auschwitz.

A decoração, no estilo bunker (o teto em detalhes de barro, quase que um soterramento, dá todo aquele ar - ou falta de - de um campo de concentração judeu), remete sempre ao Holocausto. O cardápio, totalmente vegetariano e natural, dará a vocês e as outras 4 mil pessoas abrigadas no recinto a sensação única de dividir uma batata com Abrahãos, Isaacs e Jesuses. Cervejas, só artesanais, relembrando as dificuldades que a guerra proporciona àqueles que se fodem com ela.

Mas o Casa de Francisca (em alusão à Francisca Schultz Shrndjnktsilva, primeira judia que virou brasa após vender uma casa com 2% de ágio) também seus momentos de paz. Quando a banda Klesmer com humor judaico se apresenta, você e os 17 mil judeus no recinto (carregamentos de poloneses, russos, búlgaros e outros chegam de hora em hora) dormem o calmo sono do cessar fogo de Natal. E aproveite para dormir, porque judeu não comemora o Natal.

Apesar de todo o conforto, o local não possui cinzeiros. Os poucos que têm, quase sempre, estão ocupados. A casa não aceita Visa ou Mastercard. Em compensação, com duas batatas você é chamado de senhor. Com três, de Moisés. O garçom é viado e o único cigano do recinto está congelado em carbonita no Museu Josef Menguele.

Livros do Jorge Amado estão espalhados pelas estantes da casa, quando estas não estão ocupadas por cofres. Os libaneses que se cuidem.

Caso seja convidado para ir ao recinto, não vá de bota. O chão é de madeira e, caso vocês dê dois passos seguidos, uma horda de filhos de Abrahão correrá gritando “Eles chegaram, eles chegaram, salvem as batatas!”. Provavelmente trata-se de um ritual. Também não leve um chuveiro e, em hipótese alguma, chegue ao recinto com todo o gás.

Zoei Grandão. Da próxima vez, eu vou comer sua mãe com batatas. Três, porque vou de Moisés com cajado.

This entry was posted on Wednesday, May 7th, 2008 at 2:40 am and is filed under Cultura. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

1 merda

    May 8, 2008 @ 4:21 am


    LOL

Fale merda. Reclamações da sua mãe serão ignoradas.

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