Lula: Companheiros, em primeiro lugar eu queria dizer que nunca na história desse país jornalistas foram entrevistados por um presidente.
ZG: E nós que nunca na história desse país tivemos um presidente brilhante.
Lula: Obrigado companheiros.
ZG: Errr… de nada?
Lula: A coisa que mais e intrigou no ZG foram esses desenhos que ficam na tela do computador. Achei eles muito interessantes e a Dilma [Roussef, ministra da Casa Civil] me disse que eram uma referência artistíca à minha pessoa (este último trecho foi ditado pelo ministro da Comunicação Social, Franklin Martins). É verdade isso?
ZG: Na verdade, presidente, tratam-se de letras. Funciona da seguinte forma: você as junta e elas forma uma palavra. Repete conosco: palavra. Daí, juntando algumas palavras, você tem uma frase…
Lula: Fascinante. E como vocês descobriram isso?
ZG: Bem… [cochica com o Franklin se isso é sério. O jornalista dá de ombros]. Estavámos de bobeira, comendo a mãe de alguém, quando começamos a “desenhar” no vidro embaçado. Dona Lindu começou a reclamar…
Lula: Dona Lindu? Minha mãe?
ZG: É, mas não se preocupa que você já era nascido, então a culpa não é nossa.
Lula: E descoberta essa forma única de arte, a tal da escrita, como vocês fizeram para mostrar isso ao mundo?
ZG: Sabemos que a mãe é o seio da família, logo, foi só mamar e ensinar a ler e a escrever. Alguns filhos aprenderam. Outros subiram a rampa.
Lula: E o trabalho no ZG, como é?
ZG: Aqui não temos muito trabalho, graças a você presidente.
Lula: Eu sei, eu tô mudando o Brasil.
ZG: Ô… [redação ri descontroladamente]
Lula: Uma última pergunta: a gente veio aqui pra beber ou pra conversar?
ZG: Dois dedos de prosa e quatro dedos de dose. Porque mais do que isso você não pode.
Zoei Grandão. Bêbados, mas com acesso ao Aerolula e à sua mãe
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