Tudo começou quando Bolsonaro disse que Tarso Genro tinha um passado terrorista. “O senhor, mais a Dilma e quadros do governo, ficavam pichando muros e espalhando discos do Djavan durante o período da Revolução Militar. Eu mesmo recebi um bilhete do Presidente Lula que dizia ‘Açaí, guardiã, zum de besouro, um imã’ em minha casa, nos idos de 76″, disse o deputado. Em defesa do Presidente Luis Inácio da Silva, o Lula, Tarso explicou que o bilhete dizia, na verdade “Assa aí a maminha e põe no fogo com a galinha”, em referência a um notório churrasco ocoriddo naquele ano, e que foi mal interpretado pelo deputado por conta da “grafia difícil” do presidente.
Foi então que o índio entrou em cena. Com o tacape na boca e uma amassador de mandioca em uma das mãos, o silvícola, armado de um copo d’água, atingiu o deputado. Bolsonaro, indignado, disse que o índio era “uma espécie de Evo Morales”. “Esse índio é falso. Saindo daqui ele vai comer churrasco, tomar uísque, pegar umas meninas e ver um jogo do Flamengo. Se fosse índio de verdade, estaria comendo capim lá fora, para manter suas origens”.
Tarso, em defesa do índio, explicou que a grama de Brasília pertence ao Executivo. “Todos sabem que a grama de Brasília é destinada ao Governo Federal e seus ministérios. O nobre deputado Bolsonaro mostra-se saudoso da ditadura, desconhecendo os trâmites da democracia”, explicou.
Já o índio compareceu à audiência para protestar contra o governador de Roraima, José de Anchieta Junior. “Estamos cansados desse papo de Igreja, de que índio não pode andar pelado e de que os puteiros da Asa Norte são promíscuos. Se nenhuma decisão for tomada o quanto antes, vamos comer o padre governador. Literalmente”.
Zoei Grandão. Sua mãe é índia. Chegadaça em uma mandioca.
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